segunda-feira, 8 de junho de 2009

Da esperança


Desenganemo-nos da esperança, porque trai. Do amor, porque causa. Da vida, porque farta e não sacia. E até da morte, porque traz mais do que se quer e menos do que se espera. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Desenganemo-nos, ó Velada, do nosso próprio tédio, porque se envelhece de si próprio e não ousa ser toda a angústia que é.

Não choremos, não odiemos, não desejemos...

Cubramos, ó Silenciosa, com um lençol de linho fino o perfil hirto e morto da nossa Imperfeição...

Fernando Pessoa.

Celso disse...

Oie!
Cá estou de novo, passeando pelo seu blog. Adoro Pessoa, mas talvez caiba neste instante de desesperança um trecho de Neruda: "Sempre há um trabalhador a quem o vento e a noite e as estrelas dizem muitas vezes: não estás só; há um poeta que pensa em teu sofrimento”.
Beijo,
Celso

PANKADA disse...

Muito bom querida!!! Gosto cada dia mais deste espaço. Beijo!