segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Hoje acordei assim


Muitas mulheres acham que ficar bonita é fazer diariamente escova no cabelo e semanalmente as unhas. Você pode conferir que até as mais gordinhas cumprem com esta tarefa de forma exímia. Ricas ou pobres, elas dão um jeito de manter impecáveis a cabeleira e as mãos. Mas muitas sequer tentam fazer uma dieta ou levar uma vida saudável.

Para mim isto não é o mais importante. Não adianta apenas exaltar o belo que se pode comprar e ignorar o que precisa ser melhorado com esforço e dedicação. Aí é que está. Esta preguiçosa sensação de “missão cumprida” dá forças para aceitarem o que acham que não pode ser mudado – mas pode.

Cuidar-se vai além de frequentar um salão de beleza. É zelar pela sua primeira casa: seu corpo. É dia após dia dar alento para que ele continue abrigando sua mente e espírito da melhor forma possível. É comer direito, treinar direito, praticar um esporte com vontade. E não esquecer do resto: ler bons livros, fazer cursos, estudar!

A vaidade é algo perigoso e não digo aqui que sou contra ela. Porém, a vaidade de graça não tem graça. O que a vaidade é para a beleza deveríamos utilizá-la em vários âmbitos de nossa vida, sem a essência do “ser para aparecer”: deveríamos sim ser “vaidosos” para nos tornamos uma pessoa melhor, sermos “vaidosos” para nos tornarmos uma profissional melhor, uma esposa/ namorada melhor, enfim, um ser humano melhor.

A sociedade é ingrata com as mulheres e as trata como objetos. Esforçar-se para ser bonita por nada ou apenas para ser aceita no mundo não tem méritos. Somos bem mais que isso. E se não somos, podemos ser. Enquanto aceitarmos esse jogo, nada mudará. Parece instigante passarmos por lindos objetos, mas não podemos deixar sucumbir nossa capacidade de pensar, agir e de transformar o mundo. Tanto quanto os homens.

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