sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ano 2000 - Quem lembra?


Eu me lembro muito bem. A internet era discada e só se navegava de madrugada e nos fins de semana – únicos horários em que dava para ficar conectado sem gastar uma fortuna de telefone. Nesta época eu já era acostumada àquele ruído chato aos ouvidos e impronunciável de conectividade à internet.

Ninguém sabia o que era Google e todo mundo pesquisava no Altavista: um buscador ruim para os dias de hoje. Entre uma página e outra às vezes passavam-se minutos. As redes sociais não existiam, o mensageiro era o ICQ (na mesma hora ouço aquele "ó, óuu") e os blogs -- ou projetos deles -- eram páginas do tosco Geocities. E a multimídia, se é que podemos chamar assim, chegava pelo RealPlayer e seus vídeos (que tinham o tamanho de um selo) sempre davam pau.

Hoje, tudo é rápido e dura uma fração de segundos. Infelizmente a atenção é oscilante para tanta informação em pouco espaço de tempo. Quase nada do que cai sobre nosso colo é absorvido. Tudo fica breve, perecível. Agora pessoas tornam-se dependentes de redes sociais e seus aplicativos.

Bons tempos aqueles.